A interventora judicial Samantha Mendes Longo apresentou pedido de renúncia ao cargo que comandava provisoriamente na Vasco SAF — e o fez apenas seis dias após tomar posse da função. O anúncio foi feito por meio de uma petição encaminhada à Justiça na noite desta terça-feira, 30 de junho de 2026.

Na petição, Samantha Longo afirma que a decisão foi motivada por um "fato grave" envolvendo sua segurança pessoal. Apesar de não detalhar publicamente o episódio, ela deixou claro que as circunstâncias tornaram insustentável a continuidade no cargo. Mesmo diante do cenário adverso, a interventora cumpriu sua responsabilidade institucional e entregou um relatório técnico com as primeiras conclusões obtidas durante os seis dias de trabalho.
O que diz o relatório da interventora Samantha Longo
O documento entregue por Samantha Longo à Justiça traz um diagnóstico inicial sobre a situação administrativa e de governança da Vasco SAF. As conclusões apontam para pontos que merecem atenção imediata por parte das autoridades judiciais e das partes envolvidas na reestruturação do clube.
A Diretoria Executiva segue administrando normalmente a SAF, sem interrupções nas atividades cotidianas;
Foram identificadas falhas de governança e excesso de informalidade nos registros das reuniões do Conselho de Administração;
Há necessidade de aumentar a transparência e regularizar os procedimentos internos da empresa;
A interventora defende a abertura imediata de uma mediação envolvendo o CRVG, a 777 Partners e os interessados na compra da SAF, com o objetivo de buscar uma solução definitiva e viabilizar a venda da empresa, conforme previsto no processo de Recuperação Judicial.
O relatório, mesmo que produzido em curto espaço de tempo, oferece um panorama relevante sobre os gargalos internos da SAF e sinaliza caminhos para que a situação avance de forma mais organizada e transparente.
Samantha Longo assume cargo em meio a turbulências e deixa em seis dias
A nomeação de Samantha Mendes Longo como interventora da Vasco SAF ocorreu em um momento de profunda instabilidade na gestão do clube. A função tinha caráter provisório e tinha como objetivo acompanhar, monitorar e, se necessário, interferir nas decisões administrativas da SAF enquanto o processo judicial seguia seu curso.
A saída tão rápida do cargo — em menos de uma semana — surpreende e adiciona mais um capítulo à crise institucional que envolve o Vasco da Gama, a 777 Partners e o processo de Recuperação Judicial. A alegação de risco à segurança pessoal, embora sem detalhamento público, levanta questionamentos sérios sobre o ambiente em que a intervenção estava sendo conduzida.
O que acontece agora com a intervenção na Vasco SAF
Com o pedido de renúncia protocolado, caberá à Justiça decidir sobre a homologação da saída de Samantha Longo e definir quem assumirá o posto de interventor na Vasco SAF. Enquanto isso, a Diretoria Executiva continua no comando das operações do dia a dia do clube, conforme apontado no próprio relatório da ex-interventora.
O próximo passo do Judiciário será determinante para o futuro da governança do Vasco. A escolha de um novo nome — caso a renúncia seja homologada — precisará levar em conta não apenas a capacidade técnica do indicado, mas também as condições de segurança para o exercício da função, dado o precedente aberto por Samantha Longo.
Mediação como saída: o que Samantha Longo recomendou
Um dos pontos centrais do relatório entregue pela interventora é a defesa de uma mediação imediata entre as partes envolvidas na crise da Vasco SAF. A proposta contempla o CRVG (Club de Regatas Vasco da Gama), a 777 Partners e os possíveis interessados na aquisição da SAF.
A ideia é que, por meio do diálogo estruturado e mediado judicialmente, seja possível encontrar uma solução definitiva que permita a conclusão da venda da empresa — venda essa que já está prevista no plano de Recuperação Judicial do clube. Segundo a visão de Samantha Longo, essa seria a forma mais eficaz de encerrar o impasse e estabilizar a situação do Vasco.
Um cenário ainda incerto para o Vasco da Gama
A renúncia da interventora judicial Samantha Longo, combinada com os problemas de governança apontados no relatório, reforça o cenário de incerteza que cerca o futuro da Vasco SAF. Torcedores, conselheiros e todos os envolvidos aguardam agora uma resposta da Justiça que traga alguma previsibilidade ao processo.
O que está claro, por enquanto, é que a situação exige solução célere. A cada semana que passa sem definição, os impactos administrativos e esportivos se acumulam. A bola agora está com o Judiciário.
Fonte: X Atenção Vascaínos