O Olimpia adotou uma estratégia logística diferenciada para se preparar da melhor forma possível para o confronto decisivo contra o Vasco da Gama. O clube paraguaio programou seu jogo contra o Recoleta FC para sexta-feira de manhã, em horário atípico, com o objetivo específico de maximizar o tempo de descanso antes da partida pela Copa Sul-Americana.
Olimpia define estratégia para enfrentar o Vasco com elenco recuperado
A vitória matinal contra o Recoleta FC não apenas encerrou uma sequência negativa de mais de um mês sem vitórias no Torneio Apertura, mas também marcou o início da preparação intensiva para uma das partidas mais importantes do semestre. O Decano receberá o time brasileiro nesta quarta-feira, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana.
O técnico Pablo "Vitamina" Sánchez esclareceu a decisão sobre o horário incomum: "E hoje, em comum acordo com o Recoleta FC, conseguimos jogar na sexta-feira, mesmo neste horário, para termos tempo — e já temos... Teremos vários dias para eles se recuperarem. Ou seja, não tenho dúvidas de que estarão prontos para a partida de quarta-feira; essa foi a ideia por trás do agendamento de hoje."
Situação dos jogadores lesionados e retorno do capitão
Em coletiva de imprensa, Sánchez forneceu um panorama detalhado da condição física de seus principais atletas. A principal boa notícia é o retorno confirmado do capitão Richard Ortiz: "Richard Ortiz está 100% disponível, e vamos avaliar o restante. Mateo Gamarra está se saindo muito bem; o poupamos nestas partidas e acreditamos que ele estará bem."
Sobre outros jogadores, o treinador mantém cautela: "Depois disso, bem, veremos quais decisões tomaremos, porque Bryan Bantaberry também está muito bem, jogando muito bem, é muito sólido, muito confiável. E Richard 'Cachorro' Sánchez terá que começar a testar amanhã, porque, caso contrário, vejo a situação um pouco mais complicada."
Adaptação ao calendário intenso seguindo modelo brasileiro
O comandante técnico refletiu sobre a intensidade do calendário paraguaio, comparando-o às exigências do futebol brasileiro. Segundo Sánchez, a conversa com jogadores experientes como Raúl Cáceres foi esclarecedora:
No Brasil, há pouco rodízio de jogadores
Técnicos mantêm atletas em campo até se lesionarem
A abordagem do Olimpia prioriza manter jogadores saudáveis
O elenco se adaptou à sequência intensa de jogos
"Olhando para o que temos feito este ano, o desgaste que sofremos, porque no final, os jogadores se acostumam. Acho que mencionei isso em algum momento, conversando com o Raúl Cáceres, e ele me disse: 'No Brasil, quase não há rodízio; os técnicos colocam um jogador em campo até ele se lesionar'. Essa não é a nossa abordagem porque, como vocês sabem, queríamos que os jogadores chegassem saudáveis a esta fase do campeonato", explicou o treinador.
Fonte: ABC Color/Tradução Google