Os membros exonerados pelo presidente Pedrinho se manifestaram publicamente nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, por meio de uma nota oficial, após uma série de movimentações que sacudiram a estrutura administrativa do Vasco da Gama.
A decisão judicial que precedeu as exonerações
Na véspera, em 23 de junho de 2026, o Juízo da 4ª Vara Empresarial determinou o afastamento do presidente Pedrinho e dos membros do Conselho de Administração da SAF. A decisão foi proferida em resposta a uma petição apresentada pela 777 Partners, fundamentada, em grande medida, em parecer elaborado pelo Conselho Fiscal e divulgado no site da companhia por ocasião da apresentação do balanço financeiro.
Segundo os signatários da nota, trata-se de uma decisão judicial oriunda de pedido formulado por terceiros alheios à política interna do Club de Regatas Vasco da Gama — com base em fatos e documentos submetidos à apreciação do Poder Judiciário.
Exonerados por Pedrinho explicam sua posição
Mesmo diante desse cenário, a primeira medida adotada pelo presidente foi exonerar os signatários da nota. No documento, eles rejeitam qualquer responsabilidade pelo desdobramento da crise:
"Apesar disso, a primeira medida adotada pelo presidente foi exonerar os subscritores desta nota, que nada fizeram além de exercer seus deveres estatutários e exigir transparência na condução dos assuntos de interesse do clube e da SAF."
Os membros afirmam ainda que a atitude representa uma tentativa de desviar as atenções do que consideram central no caso:
"Tal reação representa uma clara tentativa de desviar o foco do que efetivamente importa: o esclarecimento dos fatos apontados na decisão judicial, os quais, vale ressaltar, já vinham sendo objeto de questionamentos e cobranças internas."
Afastamento do processo de operação
A nota também esclarece que os exonerados jamais se opuseram à operação em andamento. Pelo contrário, segundo o texto, eles foram alijados do processo há meses, assim como a assessoria financeira contratada para essa finalidade:
"Ressaltamos, ainda, que nunca nos manifestamos contrariamente à operação. Muito ao contrário. No entanto, fomos completamente afastados do processo há alguns meses, juntamente com a G5 Partners, assessoria financeira que estava contratada para este fim."
O que os exonerados pedem agora
Ao encerrar a nota, os membros exonerados elencaram suas expectativas diante da crise institucional:
Que Pedrinho e os integrantes do Conselho de Administração da SAF prestem todos os esclarecimentos necessários sobre os fatos destacados pelo Juízo;
Que sócios, torcedores, investidores e demais interessados sejam tranquilizados;
Que a normalidade institucional e a credibilidade das instituições envolvidas sejam restauradas com a maior brevidade possível.
O texto é encerrado com uma declaração que resume o estado atual do grupo:
"Como vascaínos que desejam o melhor para a instituição, reconhecemos que não temos mais ambiente para permanecermos na administração e esperamos que o presidente e os integrantes do Conselho de Administração da SAF prestem todos os esclarecimentos necessários acerca dos fatos destacados pelo Juízo, tranquilizando sócios, torcedores, investidores e demais interessados, de modo a restaurar, com a maior brevidade possível, a normalidade institucional e a credibilidade das instituições envolvidas."
A crise segue aberta, e o Vasco aguarda os próximos passos tanto da esfera judicial quanto da direção do clube.
Fonte: X Atenção Vascaínos