Alan Belaciano e Marcelo Macedo explicam por que não assinaram a carta em apoio ao presidente Pedrinho e à venda da SAF do Vasco da Gama — e as razões têm a ver com os cargos que cada um ocupa dentro da estrutura do clube.

A ausência dos nomes na carta em apoio à venda da SAF
A carta de apoio ao presidente Pedrinho e ao processo de venda da SAF do Vasco circulou nos últimos dias com a assinatura de diversas figuras ligadas à gestão do clube. No entanto, dois nomes chamaram atenção pela ausência: Alan Belaciano e Marcelo Macedo, mais conhecido no meio vascaíno como Tangerina.
Aliados de longa data do presidente Pedrinho, os dois são figuras conhecidas dentro do cenário político do Vasco. Por isso, a ausência de suas assinaturas gerou dúvidas sobre suas posições em relação à venda da SAF. O Colina 1927, em apuração exclusiva conduzida pelos jornalistas @caueg_rodrigues e @gustavotutinha, entrou em contato com ambos para entender o que motivou a decisão.
Alan Belaciano e o dever de neutralidade da Presidência da Assembleia
Alan Belaciano ocupa a Presidência da Assembleia Geral do Vasco da Gama, cargo que, segundo ele próprio, impõe obrigações institucionais específicas. Em sua explicação ao Colina 1927, Alan foi direto:
"Eu sou Presidente da Assembleia e institucionalmente a liturgia do cargo me obriga a neutralidade. A minha posição é de total apoio ao Vasco e aos Vascainos."
A fala deixa claro que Alan Belaciano não assinou o documento por uma questão de postura institucional, e não por discordância com o processo de venda da SAF. A neutralidade, neste caso, é uma exigência do próprio cargo que ele exerce.
Marcelo Macedo também apoiará a SAF, mas é impedido pelo Conselho
Já Marcelo Macedo, o Tangerina, tem uma posição igualmente favorável à venda da SAF, mas também enfrenta uma restrição de natureza institucional. Ele é conselheiro do Conselho de Governança, Integridade e Compliance do Vasco, órgão cujas regras o impedem de se manifestar publicamente sobre o tema.
Segundo apuração do Colina 1927, Marcelo Macedo é totalmente favorável à venda da SAF e não pode assinar documentos dessa natureza justamente em razão do cargo que ocupa no conselho.
Por que os cargos importam nesse contexto
A situação de Alan Belaciano e Marcelo Macedo ilustra um dilema comum em estruturas de governança: o apoio pessoal a uma causa pode existir, mas o cargo ocupado exige uma postura formal diferente. Veja o resumo das posições de cada um:
- Alan Belaciano — Presidente da Assembleia Geral do Vasco. A liturgia do cargo exige neutralidade institucional, o que impediu a assinatura da carta. Seu apoio, porém, é ao Vasco e aos vascaínos.
- Marcelo Macedo (Tangerina) — Conselheiro do Conselho de Governança, Integridade e Compliance. É favorável à venda da SAF, mas as normas do conselho o impedem de se manifestar formalmente sobre o assunto.
Apoiadores da SAF fora dos holofotes
O esclarecimento de ambos reforça que a ausência de suas assinaturas na carta em apoio à venda da SAF não representa oposição ao projeto. Pelo contrário: Alan Belaciano e Marcelo Macedo são figuras que historicamente caminham ao lado de Pedrinho na política interna do clube.
A diferença, neste caso, está nos limites impostos pelas funções que exercem. Enquanto outros aliados do presidente puderam assinar o documento livremente, Belaciano e Macedo se viram impossibilitados de fazê-lo sem comprometer a integridade dos cargos que ocupam.
O contexto é relevante para compreender o cenário político dentro do Vasco da Gama às vésperas de decisões importantes sobre o futuro da SAF — um processo que mobiliza conselheiros, dirigentes e torcedores em torno de posições muitas vezes mais complexas do que aparentam à primeira vista.
Apuração: @caueg_rodrigues e @gustavotutinha para o Colina 1927.
Fonte: X Colina 1927