777 Partners tenta barrar negociação de Lamacchia com interpelação judicial
A 777 Carioca, empresa subsidiária da 777 Partners e ex-controladora do Vasco, entrou com interpelação judicial direcionada a Marcos Lamacchia para tentar impedir a venda da SAF do clube. O empresário mantém acordo encaminhado com o Vasco para adquirir 90% dos ativos do departamento de futebol.
A ação não constitui um processo formal, mas foi enviada diretamente para Lamacchia como uma espécie de "aviso". A 777 Carioca sustenta que seria ilegal uma eventual revenda da empresa responsável pelo futebol vascaíno.
Divergência sobre participação acionária gera embate jurídico
A empresa americana alega ser proprietária de 70% das ações do Vasco, sendo 39% delas subscritas. No documento, a 777 afirma que "não há controvérsia entre as partes sobre a titularidade as ações no procedimento arbitral".
Contudo, o departamento jurídico do Vasco contesta essa versão. Segundo o clube, a 777 possui apenas 31% das ações da SAF, o que a tornaria sócia minoritária sem poder para impedir uma revenda.
Principais argumentos da ação judicial
Alegação de propriedade de 70% das ações da SAF
Questionamento sobre a legalidade da negociação
Oferta de seguro-garantia ignorada pelo Vasco
Ameaça de responsabilização por má-fé
A-CAP assume protagonismo na disputa
O documento foi assinado por Jill Gettman, diretora jurídica da A-CAP, seguradora que passou a gerir a 777 por ser a maior credora da empresa fundada por Josh Wander e Steven Pasko. A empresa americana promete que "restaurados os efeitos do contrato, realizará tempestivamente os aportes que foram suspensos pelo Poder Judiciário do Rio de Janeiro".
Desde 15 de maio de 2024, os efeitos do contrato entre Vasco e 777 Partners estão suspensos, com o clube associativo assumindo a gestão da SAF. A empresa americana recorreu da decisão, mas ainda não obteve sucesso.
Ameaças diretas ao empresário Lamacchia
Na ação da última quarta-feira, a 777 afirma que Marcos Lamacchia negocia com o clube sem ter "ciência dos fatos" e que as conversas acontecem sob "premissas equivocadas".
"E caso o Sr. Marcos pratique tais atos mesmo ciente dos fatos ora relatados, estará configurada sua má-fé e a 777 Carioca desde já informa que adotará todas as medidas cabíveis para impedir a prática desses atos, cessar seus efeitos, os invalidar e responsabilizar o Sr. Marcos por todos os prejuízos causados a ela.", destaca um dos trechos do documento.
A 777 Carioca também menciona ter oferecido ao Vasco a contratação de um seguro-garantia para a devolução do controle da SAF, proposta que teria sido ignorada pelo clube cruz-maltino.
Fonte: ge